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Serviços e comércio lideram as contratações em Minas Gerais

Por: FCDL MINAS GERAIS 9 de fevereiro de 2026
Serviços e comércio lideram as contratações em Minas Gerais

De janeiro a dezembro, na análise setorial, o setor de serviços liderou a geração de empregos (45,6 mil) no Estado, seguido por comércio (20,2 mil) e indústria (14 mil). A construção civil, por sua vez, apresentou retração expressiva, com fechamento de 7,5 mil postos.

No mesmo período, as micro e pequenas empresas (MPEs) foram responsáveis por sustentar a criação líquida de postos de trabalho, com saldo positivo de 81,6 mil vagas, enquanto as médias e grandes empresas encerraram o ano com saldo negativo de 3,3 mil.

 Juros altos e pleno emprego 

O pleno emprego no Brasil e a alta taxa de juros podem ter contribuído para que Minas Gerais encerrasse 2025 com saldo menor na geração de empregos formais. Conforme levantamento do Sebrae Minas, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Estado fechou o ano passado com redução de 43% frente a 2024 na criação de vagas formais.

Apesar da redução, o analista do Sebrae Minas Marcílio Duarte ressalta que a criação de 79 mil vagas em 2025, mesmo sendo menor do que o saldo de 2024, quando o Estado registrou 139 mil novos postos de trabalho, ainda é relevante, já que o Brasil vive um momento de quase pleno emprego.

“Ainda está muito cedo para afirmar quais foram os motivos para a queda, mas sabemos que é um saldo positivo. Há uma queda nos meses de novembro e dezembro em função da sazonalidade, mas isso já era esperado”, comenta.

Segundo Duarte, pelo fato de a maior parte das pessoas estar empregada, naturalmente fica mais difícil esse saldo crescer. Além disso, fatores macroeconômicos também interferem nos resultados.

“Por exemplo, o setor da indústria depende muito de crédito, que, no momento, está mais caro. Também há fatores como custos, que contribuem para enfraquecer um pouco o setor e dificultar bons resultados. Outro segmento afetado é a construção civil. São áreas mais dependentes da taxa de juros e que acabam sofrendo mais”, pontua.

Expectativa é de melhora moderada em 2026

De acordo com o analista do Sebrae Minas Marcílio Duarte, apesar do ritmo mais moderado, os dados de confiança do empresário mostram melhora para 2026, com boas expectativas para os próximos meses. No entanto, ele pondera que o ambiente segue desafiador.

“Os dados de confiança empresarial mostram melhora no início de 2026, especialmente nas expectativas para os próximos meses. Ainda assim, o ambiente segue desafiador, com condições financeiras mais restritivas no cenário macroeconômico atual, o que tende a limitar decisões de consumo e investimento”, diz.

Apesar disso, Duarte comenta que, em Minas Gerais, setores estratégicos tendem a sustentar o crescimento no curto prazo. A expectativa é de avanço moderado no começo deste ano, com destaque para a mineração, impulsionada por novos projetos, e para a agropecuária, especialmente o café, em função do ciclo de bienalidade positiva previsto para 2026.

Com informações do Diário do Comércio

 

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