CDL São Caetano apresenta sugestões para o Plano Diretor da cidade
Grupo de estudo da Entidade elaborou sugestões visionárias para a cidade
Com a migração da matriz econômica do Grande ABC – da indústria metal mecânica para uma outra indústria , ainda desconhecida- e a nova matriz tributária que impacta diretamente a arrecadação no local do consumo é importante a discussão sobre os desafios enfrentados no dia a dia tais como acessibilidade, horários de funcionamento, locais de estacionamento, segurança, infraestrutura urbana e muito mais. No entanto, não há dados públicos sobre as regiões da cidade com maior concentração de comércio e serviços, não há dados sobre o fluxo de shoppers e a utilização de digital services. Não produzimos indicadores de necessidade de antenas, relatórios sobre novas tecnologias de transmissão de dados, não contratamos nenhuma ferramenta de geolocalização, ou firmamos acordos para utilização do espaço aéreo para drones e e-vtol( veículos que usam energia elétrica para decolar, pairar e pousar verticalmente)
Atenção ao zoneamento e políticas arquitetônicas para aproveitamento do território são importante e temos que ampliar a discussão para a criação de novos modelos de bolsões de varejo e serviços, novos corredores comerciais físicos e virtuais, revitalização das ruas de compra e revisão das políticas para uso de calçadas, fachadas, mobiliário urbano, iluminação, segurança e urbanismo tático.
Com o novo modelo tributário é imprescindível requalificar a população buscando o interesse da classe A e B e aumentar os moradores em São Caetano do Sul.
Desafios:
O plano diretor passa a ter que discutir acessibilidade digital, infraestrutura eletro-eletrônica, cibersegurança, condições espaciais para tecnologias renováveis, hortas urbanas e muito mais. Temos que discutir a infraestrutura para serviços “phygital” e “delivery inteligente” além de mapear e entender a interferência das outras cidades nas novas tecnologias.
A legislação municipal deve avançar para IoT urbana e sua implantação pela iniciativa privada. (novas tecnologias de iluminação, mobilidade, segurança e infraestrutura monitorada em tempo real).
Devemos aprimorar a gestão inteligente de resíduos, os edifícios verdes, hortas urbanas e mobilidade elétrica.
Catalogar os dados da cidade e estimular plataformas digitais para cocriação de políticas urbanas e engajamento do setor produtivo.
Atrair consumidores de classe A e B e aumentar a ocupação imobiliária sem perder a qualidade de vida.
Vocacionar o mobiliário urbano para o turismo e a indústria audiovisual do entretenimento.
Sugestões:
Prever zonas e infraestrutura para economia da experiência (espaços híbridos, serviços personalizados, digitalização dos pontos de venda).
Autorização para centro de exposições verticais ( a exemplo do Masp).
Infraestrutura de antenas para drones e e-vtol.
Incentivo à multimodalidade e mobilidade elétrica (estações de recarga para veículos e bicicletas elétricas nos corredores comerciais).
Planejamento de logística urbana inteligente (micro hubs de entrega, integração de modais, redução de emissões no transporte de mercadorias).
Criação de um observatório de dados urbanos para o setor produtivo inovar: dados de mobilidade, zonas de fluxo, eventos, características dos consumidores, cadeia produtiva local.
Prever zonas de adensamento controlado e incentivo à construção de edifícios residenciais/comerciais de alto padrão, mixed-use ou condomínios urbanísticos planejados próximos a corredores comerciais, culturais, de lazer e áreas verdes.
Autorizar construções e edifícios com mais pavimentos.
Intensificar políticas de revitalização urbana, melhorando iluminação, segurança, paisagismo, equipamentos culturais e áreas de lazer próximas a zonas residenciais e comerciais.
O Plano Diretor deverá prever e fomentar zonas de adensamento qualificado e polos de moradia de alta qualidade, articulados a corredores comerciais e de serviços, com a finalidade de atrair e reter população com mais capacidade de consumo, qualificar o perfil do parque imobiliário para alto padrão e ampliar a base de arrecadação do IPTU municipal, promovendo desenvolvimento urbano sustentável e competitivo.
A Diretoria
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