CDL Jovem tem nova coordenadora estadual em Minas Gerais
A CDL Jovem tem uma nova liderança em Minas Gerais: Raquel Ferreira assume a coordenadoria estadual no lugar de Rafael Rocha e passa a integrar a diretoria da FCDL Minas.
Empresária do ramo de saúde, beleza e bem-estar, Raquel atua há mais de 17 anos no movimento lojista, sendo atualmente conselheira da CDL/BH e diretora institucional da Fundação CDL/BH.
Nascida em uma família de comerciantes, desde muito nova acompanhava os pais no comércio, no centro de Belo Horizonte, vivendo de perto o dia a dia de quem empreende. Aos 25 anos, assumiu integralmente a gestão empresa familiar e permaneceu à frente do negócio por mais de 10 anos, construindo uma trajetória de muito aprendizado e bons resultados. Hoje, segue empreendendo na área de saúde, beleza e bem-estar, por meio da Gê Clínica.
“Tenho certeza de que a Raquel fará um excelente trabalho. Sua trajetória dentro do nosso Sistema é admirável e sua experiência vai contribuir muito para o desenvolvimento do movimento lojista jovem em Minas Gerais”, destaca o presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra.
Confira à seguir a entrevista com a nova coordenadora estadual da CDL Jovem em Minas Gerais:
1. Como se deu o seu envolvimento com o movimento lojista?
Meu encontro com o movimento lojista aconteceu em 2009, quando recebi um convite do então presidente da CDL Belo Horizonte, Roberto Alfeu. Fui muito bem recebida na CDL Jovem pelo Lucas Pitta, que até hoje é uma grande referência para mim. A partir dali, iniciei uma jornada de desenvolvimento dentro do associativismo. Na CDL Jovem BH tive a oportunidade de atuar como vice-presidente de Capacitação, vice-presidente de Relações Comerciais, vice-presidente de Projetos Sociais e, posteriormente, como presidente.
Em paralelo, em 2018, passei a integrar o Conselho Curador da Fundação CDL BH, motivada pela convicção de que cada cidadão pode contribuir para a transformação social. Na Fundação tive a oportunidade de desenvolver projetos e atuar como voluntária.
Ao longo desses mais de 17 anos, o movimento lojista foi uma verdadeira escola de liderança para mim. O terceiro setor também se tornou uma presença importante na minha trajetória. Entre 2022 e 2025, tive a oportunidade de atuar como diretora no Serviço Social Autônomo (Servas), uma relevante instituição ligada ao Governo de Minas que desenvolve ações sociais em todo o estado. Hoje, além de conselheira da CDL BH, atuo como diretora institucional da Fundação CDL BH. Essa soma de experiências no empreendedorismo, no associativismo e no impacto social moldou muito da liderança que exerço hoje.
2. O que a motivou a assumir a coordenação estadual da CDL Jovem em Minas Gerais?
Para mim, assumir a coordenação estadual também é uma forma de retribuir tudo aquilo que a CDL Jovem proporcionou na minha própria jornada. Acredito muito no potencial desse movimento para inspirar, conectar e fortalecer novas gerações de empresários em Minas Gerais. Por isso, assumo esse novo desafio com o desejo de contribuir para que ainda mais jovens empreendedores encontrem no associativismo um caminho de crescimento e transformação. A CDL Jovem tem a capacidade de formar lideranças, ampliar a visão de negócios e criar conexões que, muitas vezes, mudam a trajetória de quem participa do movimento.
3. Quais experiências anteriores mais contribuíram para prepará-la para esse desafio?
Minha trajetória dentro da CDL Jovem BH foi, sem dúvida, uma das experiências mais importantes para essa preparação. Ao longo dos anos, tive a oportunidade de atuar em diferentes frentes da diretoria, passando pelas áreas de capacitação, relações comerciais e projetos sociais, até chegar à presidência. Cada uma dessas etapas me permitiu compreender melhor o papel da CDL Jovem na formação de lideranças e no fortalecimento do associativismo. Além disso, tive a oportunidade de acompanhar de perto o brilhante trabalho realizado pelo último coordenador estadual, Rafael Rocha, o que me permitiu conhecer ainda mais a dinâmica do movimento em Minas Gerais e no Brasil. Essa vivência dentro do sistema CNDL, aliada à experiência empreendedora e à atuação institucional que desenvolvi ao longo dos anos, contribuiu para que eu chegasse a esse momento preparada para assumir esse novo desafio.
4. Como você define sua visão de liderança?
Acredito em uma liderança baseada em colaboração, escuta e exemplo. Liderar, para mim, é criar condições e abrir caminhos para que mais pessoas possam se desenvolver e contribuir. No associativismo isso se torna ainda mais evidente, porque os resultados são sempre construídos coletivamente. Minha visão é de uma liderança que conecta pessoas e incentiva o surgimento de novas lideranças. Quando conseguimos criar um ambiente em que todos se sentem parte do processo, o movimento se fortalece e o impacto se multiplica.
5. Quais serão suas principais prioridades à frente da CDL Jovem Minas?
Uma das minhas principais prioridades é fortalecer a conexão da CDL Jovem com os municípios mineiros. Minas Gerais possui cidades que realizam um trabalho brilhante dentro do movimento lojista jovem, e acredito que é fundamental aproximar essas iniciativas, valorizando boas práticas e estimulando a troca de experiências entre as CDL’s. Também pretendo incentivar uma participação cada vez mais ativa dos diretores jovens dentro das suas entidades. A CDL Jovem é um espaço importante de formação de lideranças, e quanto mais jovens estiverem envolvidos, maior será o impacto do movimento no desenvolvimento do comércio e do associativismo em Minas Gerais.
6. Há algum projeto que pretende fortalecer ou implantar já no início da sua gestão?
Neste início de gestão, meu foco será fortalecer a conexão entre as CDL Jovens que já desenvolvem um trabalho estruturado e apoiar aquelas que desejam ampliar ou iniciar suas atividades. Minas Gerais é um estado muito diverso, com realidades diferentes entre os municípios, e acredito que a troca de experiências entre as CDL’s pode gerar aprendizados muito valiosos para todos.
Também desejo estimular um maior engajamento de outras lideranças jovens em responsabilidades específicas dentro da coordenação estadual. A proposta é criar áreas de atuação organizadas por temas e/ou por regiões do estado, ampliando a participação e valorizando lideranças que já são referência dentro da CDL Jovem. Com isso, buscamos fortalecer iniciativas de capacitação e integração entre os jovens líderes, criando um ambiente cada vez mais forte de colaboração, networking e desenvolvimento dentro do associativismo lojista.
7. Quais são os maiores desafios do movimento jovem lojista hoje em Minas Gerais?
Um dos principais desafios é equilibrar a dedicação ao próprio negócio com a participação ativa no associativismo. Empreender exige muito tempo e foco, especialmente para quem está construindo ou consolidando sua empresa. Ao mesmo tempo, o associativismo também demanda envolvimento e compromisso. Por isso, acredito que um dos meus papéis é mostrar aos demais o valor dessa participação. Quando nos conectamos com outros empreendedores, trocamos experiências, ampliamos nossa visão de mercado e contribuímos para fortalecer nossas entidades.
No fim das contas, é uma relação de ganha-ganha: o empreendedor cresce, desenvolve sua liderança e, ao mesmo tempo, ajuda a fortalecer o comércio e o associativismo em sua cidade e em todo o estado.
8. Como você avalia o cenário atual para os jovens empreendedores mineiros?
Os jovens empreendedores estão cada vez mais conectados, abertos à inovação e dispostos a buscar novas formas de desenvolver seus negócios. Ao mesmo tempo, enfrentam desafios importantes relacionados ao ambiente econômico, à competitividade do mercado e à necessidade constante de adaptação. Na minha opinião, Minas Gerais tem um espírito empreendedor muito forte, e acredito que os jovens têm um papel fundamental na construção de um comércio cada vez mais moderno, competitivo e conectado com as transformações do mercado.
9. De que forma a CDL Jovem pode contribuir para a capacitação e o crescimento dos jovens empresários?
Como já expus nas perguntas anteriores, a CDL Jovem oferece um ambiente de aprendizado prático, onde os jovens empreendedores podem trocar experiências, ampliar sua visão de mercado e desenvolver habilidades de liderança. Além disso, promove oportunidades de capacitação, networking e integração entre empresários de diferentes setores, o que enriquece muito a jornada de quem está empreendendo. A formação de jovens líderes faz parte da missão da CDL Jovem.
10. E com relação às mulheres empreendedoras, como você avalia o cenário atual?
Vejo com muito entusiasmo o crescimento do empreendedorismo feminino nos últimos anos. Cada vez mais mulheres estão à frente de negócios, liderando equipes e contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento econômico e social.
Ao buscar alguns dados sobre o tema, encontrei um levantamento divulgado em 2025 pelo SEBRAE, com base em dados do IBGE, que mostra que, apesar de serem em média mais escolarizadas, as mulheres empreendedoras ainda têm uma renda cerca de 24% menor do que a dos homens que também lideram negócios. Isso demonstra que ainda existem desafios importantes a serem superados. Por isso, acredito que o apoio ao empreendedorismo e à liderança feminina precisa ser cada vez mais efetivo, criando mais oportunidades para que as mulheres possam desenvolver seus negócios e assumir posições de liderança.
11. Atualmente, você é a única mulher a compor a diretoria da FCDL Minas atualmente. Até mesmo dentro da CDL Jovem são poucas mulheres. Na sua opinião, por que essa participação ainda é tímida?
Acredito que precisamos, antes de tudo, nos responsabilizarmos pelas mudanças que queremos ver acontecer, sejam homens ou mulheres. Ampliar a participação feminina em espaços de liderança também passa por criar estratégias e ambientes cada vez mais abertos, que valorizem talentos e incentivem novas lideranças.
Ao longo dos meus 17 anos no associativismo, tive a oportunidade de contar com muitas pessoas que se tornaram amigos e amigas e que sempre me apoiaram nessa jornada de desenvolvimento dentro do movimento. De um lado, precisamos incentivar as mulheres a buscarem esse crescimento; de outro, é fundamental contar com homens comprometidos com essa evolução.
Conheço mulheres extraordinárias, com muita competência e habilidade para liderar. Por isso, entendo que ainda temos um grande potencial de participação feminina a ser desenvolvido nas entidades.

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